A ADPP Moçambique, em parceria com a Fundação Aga Khan, distribuiu insumos e ferramentas agrícolas a 550 pequenos agricultores afectados pelas cheias na província de Gaza, no âmbito do projecto de Resposta de Emergência WASH e Recuperação Agrícola.

A distribuição decorreu na comunidade de Nwachicoluane, no distrito de Chókwè, onde cada agricultor recebeu um kit composto por dez quilogramas de milho, dois quilogramas de feijão-nhemba, uma enxada e uma catana, com o objectivo de apoiar a retoma da produção agrícola e a recuperação dos meios de subsistência das famílias afectadas.
No âmbito desta intervenção, que está a apoiar um total de 4.200 pequenos agricultores, estão igualmente em curso a reabilitação de 30 furos de água danificados, a desinfecção de pontos de água críticos e a realização de sessões de promoção de higiene, com o objectivo de beneficiar cerca de 9.000 pessoas.

Nostício Chaúque, extensionista dos Serviços Distritais de Actividades Económicas afecto à aldeia de Nwachincoluane, destacou a importância do apoio para a recuperação da actividade agrícola naquela região.
“Com as cheias, os agricultores perderam as suas culturas e os alimentos que tinham armazenados. Este apoio, com insumos e ferramentas, devolve-lhes a esperança de recomeçar a produção e recuperar os seus meios de subsistência. Acreditamos que estão criadas as condições básicas para uma boa produção nesta época agrícola”, afirmou.
Albino Lebombo, instrutor de produção da ADPP, salientou o papel da assistência técnica na utilização adequada dos insumos distribuídos.
“Estamos confiantes de que, com os conhecimentos adquiridos durante as formações e o apoio recebido, os agricultores poderão retomar a produção e melhorar a produtividade. Providenciamos orientações na aplicação de técnicas agrícolas adequadas, para que possam recuperar as suas machambas, reforçar a segurança alimentar e melhorar as condições de vida das suas famílias”, explicou.

Jutite Mateus Chambal, beneficiária do projecto, mãe de cinco filhos e avó de dois netos, manifestou satisfação com o apoio recebido, que lhe permitirá voltar a cultivar a sua machamba.
“Estou muito satisfeita porque já tenho condições para recomeçar a minha machamba, que foi destruída pelas águas. Perdemos tudo o que tínhamos produzido e armazenado, e ficámos sem meios para garantir a nossa alimentação. Com estas sementes e ferramentas, volto a ter esperança de produzir para a minha família e, futuramente, vender parte da colheita para melhorar a nossa vida”, disse.

Com uma duração de 10 meses, o projecto visa minimizar os efeitos das cheias, que destruíram culturas, insumos agrícolas e outros activos produtivos, comprometendo a capacidade das famílias de retomar a produção e garantir a sua segurança alimentar. A intervenção procura também melhorar o acesso à água segura e ao saneamento, reduzindo os riscos de doenças como a cólera e a diarreia, associados à contaminação das fontes de água.
