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Agricultores aprendem de formas sustentáveis de mitigar os efeitos do aquecimento global

FC Farmer womanApesar do enorme potencial agrícola do país, os níveis médios de produção permanecem muito baixos e são extremamente vulneráveis às mudanças climáticas. Em grande parte, isto deve-se ao uso disseminado de métodos tradicionais de agricultura, falta de recursos agrícolas, falta de infraestrutura e assistência técnica e acesso limitado aos mercados, o que perpetua um ciclo vicioso de pobreza nas áreas rurais e faz com que a segurança alimentar do país permaneça altamente volátil.

O projecto Clube de Agricultores, implementado pela ADPP Moçambique e financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, tem estado a reverter este cenário através da promoção de formas sustentáveis de mitigar os efeitos do aquecimento global, garantindo assim a segurança alimentar das suas famílias. No campo, isso significa que os clubes promovem a agrosilvicultura, enquanto os projectos fornecem acesso a dispositivos que economizam energia, como fogões poupa-lenha, e encorajam negócios de pequena escala pelas comunidades rurais.

O projecto visa igualmente, empoderar os agricultores através da formação e obtenção de novos recursos e equipamentos agrícolas, da partilha de recursos e desenvolvimento de maior poder de negociação nos mercados. Isto é feito através da mudança de uma agricultura baseada em métodos agrícolas tradicionais para uma agricultura inteligente em termos climáticos, aumentando assim a produtividade, os lucros e a segurança alimentar, ao mesmo tempo que se preserva o meio ambiente.

De acordo com o Relatório Anual 2017 da ADPP, só no ano passado 14.773 agricultores foram formados em técnicas de agricultura de conservação em Sofala e na Zambézia, sendo que 70% adoptaram métodos de agricultura de conservação.

Ainda no âmbito do da conservação da natureza com vista a minimizar os efeitos do aquecimento global, 321.200 mudas de plantas com papel de reflorestamento foram plantadas em Sofala e na Zambézia, além da construção de 5.802 fogões poupa-lenha.